Viaja Chávez a Cuba para nova operação cirúrgica
O presidente de Venezuela, Hugo Chávez, viajará hoje a Havana, onde será submetido a uma nova intervenção cirúrgica, oito meses após que lhe fora extirpado, também em Cuba, um tumor pélvico com células cancerígenas.
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Prensa Latina
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O presidente de Venezuela, Hugo Chávez, viajará hoje a Havana, onde será submetido a uma nova intervenção cirúrgica, oito meses após que lhe fora extirpado, também em Cuba, um tumor pélvico com células cancerígenas. 

Na passada terça-feira, durante um percurso pelo Complexo Industrial Santa Inés, no estado Barinas, o mandatário revelou que tinha viajado durante o fim de semana à capital cubana, onde lhe foi detectada uma nova lesão, localizada no mesmo lugar no que lhe foi extirpado o tumor em junho do passado ano.

Nesse mesmo dia, durante um contato telefônico com o programa Contragolpe, de Venezuelana de Televisão, Chávez confirmou que viajaria a Cuba a operar com a equipe médico que já o atendeu em ocasiões anteriores.

Vou a Havana, lá está tudo pronto, é mais seguro, porque também são os mesmos médicos que me operaram, que conhecem inclusive a ferida daquela operação, afirmou.

Com vistas a essa viagem, a Assembleia Nacional aprovou ontem a autorização, requisito indispensável para uma ausência do país superior a cinco dias, segundo estabelece a Constituição.

Posteriormente, Chávez presidiu uma sessão do Conselho de Ministros e depois assistiu a um ato em massa de apoio a sua candidatura à reeleição presidencial nas eleições do 7 de outubro próximo, efetuado no teatro Teresa Carreño.

Ao dirigir-se aos partidários que colmaram a maior sala do emblemático teatro, Chávez disse se encontrar em frente a uma nova circunstância da vida, que enfrentará "com alegria e fortaleza".

Depois de destacar que viajaria nesta sexta-feira a Havana e "estar em Cuba é como estar dentro da mesma pátria", o estadista fez questão de que "não há espaço para a tristeza nem para a dor. Somos a alegria, a força sublime, o maior de todos os poderes".

No meio dos aplausos e numerosas frases de apoio, Chávez prometeu que lutará sem descanso e sem trégua por sua saúde, com o respaldo do povo, da ciência, o amor e a vontade que tem por viver.

"Algum dia morrerei fisicamente, mas agora não é a hora", sentenciou.