Tribunais devem pedir extradição de Posada Carriles, afirma advogado
São os tribunais e não o chanceler da República os que têm que decidir sobre a extradição solicitada do terrorista Luis Posada Carriles e seus comparsas, disse hoje o advogado da acusação Rafael Rodríguez.
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Prensa Latina
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São os tribunais e não o chanceler da República os que têm que decidir sobre a extradição solicitada do terrorista Luis Posada Carriles e seus comparsas, disse hoje o advogado da acusação Rafael Rodríguez.

Em declarações a Prensa Latina o também presidente da Associação de Advogados Litigantes do Panamá reiterou que estão apresentando a solicitação de extradição dos terroristas de origem cubana Posada Carriles, Guillermo Novo, Pedro Remón e César Matamoros assim como do panamenho José Hurtado.

Esses criminosos prepararam um atentado contra o líder revolucionário cubano Fidel Castro em 2000 no Paraninfo da Universidade do Panamá onde falaria depois de assistir à X Cúpula Iberoamericana. Se houvesse acontecido, o atentado teria deixado centenas de mortos.

O indulto que ilegal e grosseiramente lhes concedeu a ex-presidenta Mireya Moscoso, que facilitou ademais sua fuga do Panamá, vaipor água abaixo, pois foi declarado inconstitucional pelo Segundo Tribunal, que confirmou a sentença do Julgado Quinto Penal do grupo terrorista, disse Rodríguez.

Todo este processo e as reações que tem gerado demonstram que Posada Carriles e seus comparsas são terroristas à serviço do governo e das entidades oficiais dos Estados Unidos, explicou o advogado.

O chanceler Roberto Henríquez acaba de declarar que não vai processar a extradição, segundo uma informação divulgada hoje no diário digital La Estrella. Isto, no entanto, é um assunto que não lhe compete, mas aos tribunais, e nossa solicitação já foi apresentada, insistiu o advogado.

Se o tribunal decide-se a nosso favor, dos processantes, o chanceler é obrigado à tramitar. Você sabe como são as coisas aqui, mas definitivamente o ministro não pode fazer isso que acaba de declarar, insistiu.

Nós, agregou Rodríguez, seguiremos em nossa posição de apresentar a solicitação e se deveria ter em conta que tão terrorista é quem comete o delito como quem o apoia, agregou.

E não é que façamos estes gerenciamentos desde hoje a partir das declarações do chanceler, senão que já o estávamos fazendo desde o mesmo momento em que o Segundo Tribunal falou em nosso favor.

Esse Tribunal confirmou a sentença do Julgado Quinto Penal mediante édito no qual notifica oito anos de cárcere para Posada Carriles e Jiménez; sete anos para Novo Sampol, Remón e Matamoros; e quatro anos para Hurtado.

A dita decisão, com conferência do magistrado suplente Secundino Mendieta, resolve a apelação apresentada por defensores e processantes a favor destes últimos. No entanto, essas condenações não foram por posse de explosivos para assassinar, reclamação ainda pendente.

Mireya Moscoso libertou-os mal em uns dias dantes de terminar seu mandato em uma turbia e suspeita ação comunicada telefonicamente à embaixada dos Estados Unidos no Panamá.