O vice-ministro cubano de saúde Luis Estruch explicou que um dos desafios sanitários atuais é conseguir maior qualidade de vida da população.
Mais anos de sobrevivência, maior expectativa de vida e satisfação nos serviços são algumas das principais diretrizes, destacou em recentes declarações ao periódico Trabalhadores.
Ao analisar a situação demográfica do país, por grupos etários e gênero, sobressai o envelhecimento da população. Daí a necessidade de modificar algumas ações, entre elas a inserção do psicólogo médico na prevenção e promoção de saúde, destacou.
Uma mensagem educativa só não é suficiente. É vital a conversa cara a cara, que consegue maior confiança nas pessoas para mudar seu estilo de vida, enfrentar as diferentes situações e não enfermar, sugeriu.
Chegar à terceira idade é uma honra, mas requer análise psicológica, explicou o servidor público. Em Cuba vivem mil 842 centenários, em sua maioria com um fator comum: o espírito positivo. Este é uma mensagem do que se pode fazer, disse. Há que prolongar nos anos com qualidade, satisfação, mas cada cidadão deve se cuidar, ser rigoroso com sua higiene pessoal para diminuir fatores de risco e conseguir estilos saudáveis, recomendou.
Sobre os programas priorizados ressaltou o materno-infantil. Em Cuba a mortalidade infantil é a mais baixa da América Latina, 4,9 no passado ano, destacou o vice-ministro de higiene e epidemiologia.
Enquanto na maioria dos países afetam as doenças transmissíveis, na ilha há controle para 27 patologias infectocontagiosas controladas, delas 18 podem ser prevenidas por vacinas em um sistema sanitário gratuito e accessível para todos, ressaltou.
