As Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP) assegurou hoje nesta capital que querem deter a guerra, mas o Governo obriga a manter a confrontação.
É uma situação que está mais nas mãos do Governo que nas nossa, disse à imprensa o membro da delegação insurgente nas conversas de paz Ricardo Téllez, no Palácio das Convenções, sede permanente das conversações.
Ele recordou que a guerrilha propôs a questão de um fim bilateral de fogo, uma trégua bilateral, mas o Executivo não a aceitou.
Desafortunadamente seguem-se produzindo baixas de lado a lado, e lamentamos essa situação, disse o membro da equipe guerrilheira ao diálogo de paz que acolhe esta nação caribenha desde o último novembro.
Por outro lado, Téllez sustentou que o tempo empregado nas conversações será o que necessite o processo, e que a insurgência atua sem as pressões da eleições que se aproxima.
A respeito da situação na região colombiana do Catatumbo, assegurou que as FARC-EP dão um apoio moral aos moradores e compartilham as justas reclamações desse povo.
Não é um segredo que as zonas de reserva camponesa podem se constituir legitimamente, o governo se nega, e o tratamento que se deu ali é de balas, apontou o representante, ao aludir a esses protestos.
As equipes da insurgência e do governo participam hoje em outra jornada de diálogo de paz, que tem a Cuba e Noruega no papel de testemunhas e a Venezuela e Chile como acompanhantes.
A agenda das conversas inclui, além do tema agrário (já discutido) e a participação política (em discussão) outros aspectos como a atenção às vítimas, o problema do narcotráfico e o fim do conflito armado.
