FARC-EP: Colômbia precisa de profundas mudanças para superar desigual
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP) afirmaram hoje aqui que seu país requer profundas transformações econômicas, políticas e sociais para superar a profunda desigualdade reinante, causa essencial do confronto armado.
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Prensa Latina
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As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP) afirmaram hoje aqui que seu país requer profundas transformações econômicas, políticas e sociais para superar a profunda desigualdade reinante, causa essencial do confronto armado.

O membro da delegação guerrilheira nos diálogos de paz com o governo colombiano, Jesús Santrich, destacou que de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o índice de desenvolvimento humano dessa nação da América do Sul está por a baixo dos outros países da região como a Venezuela, Argentina e Cuba.

Acrescentou que nesse indicador, Colômbia só supera a nações empobrecidas como El Salvador, Guatemala ou Bolívia. Um exemplo expressivo da tragédia social é que em nosso país, destacou, a percentagem de desnutrição (12 por cento) duplica a média continental, o que significa que ao menos cinco mil crianças morrem ao ano por essa causa.

Ao dirigir à imprensa na entrada do Palácio de Convenções de Havana, sede das conversas iniciadas em 19 de novembro, Santrich agregou que as condições de vida pioram nas regiões mais afastadas do país, onde "o acesso aos programas de saúde e educação é deplorável ou inexistente".

"No marco do desenvolvimento dos diálogos de Havana, o governo não deve esquecer que a paz não se reduz a cessar a confrontação militar ou a desmobilizar a insurgência. A paz é o fruto da Justiça", afirmou.

Por outro lado, o membro da guerrilha apontou que no atual sexto ciclo as partes têm conseguido uma construção bastante grande de aproximações, que superam as cinco páginas conseguidas ao finalizar o período anterior.

Também chamou para escutar o povo como premissa fundamental da construção da paz, para que exista consonância entre a mesa em Havana e as ações que desenvolve o governo de Juan Manuel Santos.

Para esta semana se espera o fim do sexto ciclo das conversas que tem em Cuba e Noruega como mantedoras, o qual tem continuado centrado no tema do desenvolvimento agrário, o primeiro da agenda pactuada.

Os outros cinco referem-se às garantias para a participação política, o fim do conflito armado, a solução ao problema das drogas ilícitas, os direitos das vítimas e os mecanismos de verificação e referendo do pactuado na mesa.