Emotivo concerto em Madri em favor dos cinco antiterroristas cubanos
O clamor pela liberdade de cinco antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos desde 1998 ressoou durante um emotivo concerto em favor desses lutadores, celebrado na sala Galileu Galilei desta capital.
Fonte
Prensa Latina
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O clamor pela liberdade de cinco antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos desde 1998 ressoou durante um emotivo concerto em favor desses lutadores, celebrado na sala Galileu Galilei desta capital.

Em uma celebração que se prolongou quase até a meia-noite desta segunda-feira, artistas da ilha e de Espanha uniram suas vozes em favor dos Cinco, como são conhecidos Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Fernando González, Ramón Labañino e René González. 

Organizado pelo Comitê de Madri pela Liberdade dos Cinco, o recital se marcou nas jornadas internacionais iniciadas em 12 de setembro para comemorar outro aniversário da injusta prisão desses homens. 

O concerto foi iniciado com o reconhecido compositor e intérprete espanhol Germán Coppini, que dedicou várias de suas interpretações à causa desses lutadores contra o terrorismo e a denunciar o bloqueio de mais de meio século imposto por Estados Unidos a Cuba.

Em um lotado auditório, o compositor ibérico interpretou, ademais, obras de Silvio Rodríguez e do uruguaio Daniel Viglietti.

A Coppini seguiu lhe o cubano Ismael da Torre, que presenteou a seus compatriotas encarcerados peças de Vicente Feliú, de Silvio e o poema Desde a solidão de minha janela, escrito por Antonio Guerreiro e musicalizado pelo jovem trovador.

O também músico da ilha caribenha Orlis Pineda cantou emblemáticas baladas de seu país e de sua autoria, entre elas a canção Cinco razões, que escreveu há alguns anos para render tributo a Gerardo, Antonio, René, Ramón e Fernando.

Durante o concerto, ao que assistiram o embaixador de Cuba na Espanha, Alejandro González, e diplomatas de vários países latino-americanos, se leram numerosas mensagens de adesão a esta iniciativa solidária.

Em um comunicado, o Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco Cubanos destacou que a arte em geral tem desempenhado um importante papel na luta por sua libertação.

Esta tem sido uma longa luta cheia de obstáculos, mas estamos convencidos que pese ao silêncio das corporações midiáticas pouco a pouco e com atividades como as que vocês realizam, estamos rompendo esse muro de silêncio e desmascarando a infâmia cometida contra nossos cinco irmãos, reza o texto.

Ramón Labañino, em nome de seus colegas, e dos familiares dos Cinco também fez chegar sua mais profunda gratidão e honra por contar com o apoio sempre fiel e firme dos amigos espanhóis.

Ainda que estivesse prevista sua atuação na sala Galileu Galilei, o compositor e intérprete espanhol Luis Eduardo Aute não pôde finalmente assistir por uns ajustes de última hora na agenda de sua turnê no México.

No entanto, em uma carta enviada aos organizadores, Aute manifestou sua plena solidariedade com as reivindicações do ato para exigir, sem dilação alguma, a libertação dos cinco patriotas e sua volta imediata a Cuba.

Jesús Bayos, representante em Espanha do Instituto Cubano de Amizade com os Povos, agradeceu em nome dessa instituição e da legação antilhana em Madri a realização deste concerto solidário.

Os Cinco foram presos em 12 de setembro de 1998 na cidade estadunidense de Miami. Um processo irregular celebrado ali os condenou em 2001 a penas que vão de dupla pena perpétua até 15 anos.

Numerosas personalidades e organizações mundiais defenderam estes lutadores que só vigiavam atividades extremistas de grupos violentos de origem cubano na Flórida, para alertar a seu país de ações terroristas.