O primeiro Encontro Nacional de Cubanos Residentes nos Estados Unidos começará hoje nesta capital, com o objetivo de aprofundar as relações entre a emigração e a sociedade cubana.
Participarão do evento membros das organizações de emigrantes cubanos que integram em Miami a Coalizão Aliança Martiana, a Brigada Antonio Maceo, a Associação José Martí e a Associação de Trabalhadores da Comunidade Cubana.
Também devem estar presentes o Círculo Bolivariano de Miami e a Associação de Mulheres Cristãs em Defesa da Família.
Este foro, auspiciado pela Seção de Interesses de Cuba em Washington, se enquadra na evolução das relações existentes entre a sociedade cubana e os emigrados, especialmente os residentes nos Estados Unidos, segundo comentou o analista político Andrés Gómez.
O também diretor da revista Areto Digital recordou o quão longo e frutífero tem sido o caminho desde os primeiros passos executados pelo governo cubano e por setores da emigração ao final da década de 1970.
Neste sentido, lembrou a viagem a Cuba do Primeiro Contingente da Brigada Antonio Maceo em dezembro de 1977, primeira organização integrada por cubanos que saíram da ilha a partir do triunfo revolucionário de 1959 a ser convidada para visitar o país pelo Governo de Havana, segundo Gómez.
A enorme aceitação por parte da imensa maioria do povo cubano facilitou um entendimento da natureza do processo migratório desde 1959 melhor e mais humano. Aquela data abriu as portas para que o governo revolucionário fomentasse um diálogo construtivo com setores favoráveis a essas conversas, segundo aponta o texto.
Anteriormente já haviam ocorrido outras importantes reuniões, dentre as quais Gómez destaca o Diálogo em novembro e dezembro de 1978.
Também podem ser lembradas as três reuniões entre cubanos emigrados em dezenas de países e o Governo e instituições cubanas sob a denominação "A Nação e a Emigração", que ocorreram em Havana em 1994, 1995 e 2004.
Entretanto, ainda resta muito a fazer para alcançar as necessárias e fundamentais mudanças na atual política dos Estados Unidos para Cuba, caracterizada pela agressividade e brutalidade contra o bem-estar do povo cubano, assegurou Gómez.
"Ainda que, apesar de todas as ameaças, a maioria de nossa emigração não se cale sobre estes temas, a mesma segue sendo preponderantemente inativa", considerou.
Como ativá-la a favor destas mudanças fundamentais na política de Washington sobre Havana segue sendo nosso maior desafio, assegurou o diretor da Areto Digital.
"Cerca de 400 mil viagens de emigrados cubanos ao país em 2011 demonstram de maneira incontroversa a necessidade de relacionar-se com Cuba e o apoio em massa por parte da emigração aos atuais e inegáveis êxitos", concluiu Gómez.
