O caso dos Cinco presos nos Estados Unidos é um bochorno para o governo e o sistema de justiça desse país, afirmou hoje aqui o embaixador cubano, Jorge Rodríguez.
Em uma comparecencia na Rádio Pública equatoriana, o diplomata denunciou os atropelos cometidos no processo judicial contra Gerardo Hernández, René González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando González, encarcerados desde faz 14 anos.
Entre estas arbitrariedades citou extensos períodos em celas de castigo, a falta de acesso de seu defesa a todas as provas do processo, as dificuldades a uns para receber visitas familiares e a outros a proibição de ver a suas respetivas esposas, entre outros fatos.
Expôs que inclusive o governo estadunidense chegou a pagar a jornalistas para que criassem na imprensa miamense um ambiente hostil contra estes homens prévio ao julgamento, com o qual se publicaram uma meia a mais de cinco artigos por dia para justificar as acusações e as penas extremas impostas.
Rodríguez qualificou de nefasto o papel dos meios de comunicação, que, inclusive, criaram o cargo de conspiração para cometer assassinato, imputado a Hernández e o qual lhe valeu uma das duas correntes perpétuas às que foi condenado.
Explicou o representante cubano ante o governo de Equador que, no entanto, durante o julgamento a Promotoria não pôde provar esse argumento, inclusive se solicitou sua exclusão do processo acusatorio, mas isso não se levou a cabo e se lhe julgou por isso.
Também não, recordou o embaixador, pôde-se demonstrar que estes cinco homens se apropriassem de informação secreta ou classificada dos Estados Unidos e sim que estavam ali para informar a Cuba das atividades dos grupos anticubanos que actuam à luz pública com planos de desestabilização em Cuba.
Mencionou que personagens de alta peligrosidade como Luis Posada Carriles, autor intelectual da voladura de um avião cubano em 1976 com 73 pessoas a bordo, está radicado nos Estados Unidos e se passeia livremente pelas ruas.
Em sua opinião, a solidariedade internacional será importante na reconsideração do caso dos Cinco para sua libertação definitiva, ao qual se somaram já centos de milhares de pessoas no mundo e ao menos oito Prêmios Nobel.
