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Bloqueio contra Cuba: o mundo reclama, mas EUA insiste
Na terça-feira 13 de novembro de 2012 uma cifra recorde de países, 188, exigiram na Assembleia Geral da ONU o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba pelos Estados Unidos, país que insiste em ignorar essa reivindicação mundial.
Fonte
Prensa Latina
Data
Na terça-feira 13 de novembro de 2012 uma cifra recorde de países, 188, exigiram na Assembleia Geral da ONU o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba pelos Estados Unidos, país que insiste em ignorar essa reivindicação mundial.
Pela vigésima primeira ocasião consecutiva, desde 1992, quando começou a votação, a comunidade internacional tem mostrado um crescente respaldo à Resolução que chama Washington a pôr fim a uma política que em mais de meio século de aplicação já deixou à ilha, segundo dados oficiais, perdas no valor de 1 trilhão e 66 bilhões de dólares, considerando a depreciação dessa divisa.
De 59 países que apoiaram o texto há duas décadas, a quantidade começou a superar os 180 a partir de 2005, nunca com mais de três nações acompanhando a Casa Branca em sua postura.
Nesta ocasião, a resolução sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio teve além dos 188 votos a favor, a isolada oposição dos Estados Unidos, Israel e Palau, e as abstenções da Micronésia e das Ilhas Marshall.
Vários países e organismos regionais e multilaterais expressaram perante a Assembleia Geral sua rejeição às sanções estadunidenses, que incluem a perseguição das transações cubanas pelo mundo, proibições ao comércio e à livre navegação, bem como às viagens de cidadãos norte-americanos à ilha caribenha.
Também conta com um forte componente extraterritorial, expressado em multas e ameaças a governos, bancos e empresas que mantêm vínculos com Cuba.
O Movimento de Países Não Alinhados, o Grupo dos 77 mais a China, a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos, a União Africana, a Organização para a Cooperação Islâmica, a Comunidade do Caribe e o Mercado Comum do Sul pediram o fim do bloqueio.
Por sua vez, os representantes da Venezuela, Nicarágua, Bolívia, China e Vietnã, entre outros estados, chamaram Washington a deixar para trás uma política própria da Guerra Fria, que desrespeita as normas e princípios do direito internacional.
EUA insiste em ignorar a vontade universal
Durante a sessão da Assembleia Geral, o representante estadunidense, Ronald Godard, tentou justificar as sanções de seu país, assim como minimizar seu impacto em setores vitais da sociedade cubana.
Godard esgrimiu a suposta pretensão de Havana de utilizar o bloqueio "como um bode expiatório externo para os problemas econômicos da ilha".
Pouco depois do debate na ONU, o porta-voz do Departamento de Estado Mark Toner descartou que a ratificada condenação mundial ao cerco mude a postura da Casa Branca.
Em uma coletiva de imprensa, Mark Toner afirmou que o bloqueio continuará vigente e que a política de seu país busca "criar melhores laços com o povo cubano para além do governo".
Ao exercer seu direito à réplica na Assembleia, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, advertiu que por mais que Washington repita sua postura, esta "não se converterá em verdade".
"O senhor Godard veio repetir de maneira goebbeliana o mesmo conto de todos os anos anteriores nesta Assembleia, é o mesmo para defender a política de Bush e do presidente Obama", apontou.
De acordo com Rodríguez, ninguém no planeta dá por certa a ideia de que aos Estados Unidos interesse a liberdade dos cubanos.
"Se acham que precisamos do bloqueio como pretexto, tirem o pretexto, provem isso", disse em alusão aos comentários de Godard sobre a suposta utilização do cerco para ocultar problemas econômicos internos.
Em sua intervenção, Rodríguez reiterou que o bloqueio é um ato genocida, por seu impacto em crianças, idosos, mulheres e homens da nação caribenha.
Pouco antes -em seu discurso para a votação da ONU-, o diplomata expôs exemplos do dano humano causado pelas sanções norte-americanas, assim como de seu caráter extraterritorial.
Rodríguez mencionou afetações causadas pelo bloqueio no acesso a medicamentos e equipamentos para tratar crianças com câncer e outras doenças crônicas.
"Por seu propósito declarado e seus efeitos diretos, o bloqueio contra Cuba é um ato de genocídio", em conformidade com a Convenção de Genebra para a prevenção e sanção desse delito, sentenciou.
Pela vigésima primeira ocasião consecutiva, desde 1992, quando começou a votação, a comunidade internacional tem mostrado um crescente respaldo à Resolução que chama Washington a pôr fim a uma política que em mais de meio século de aplicação já deixou à ilha, segundo dados oficiais, perdas no valor de 1 trilhão e 66 bilhões de dólares, considerando a depreciação dessa divisa.
De 59 países que apoiaram o texto há duas décadas, a quantidade começou a superar os 180 a partir de 2005, nunca com mais de três nações acompanhando a Casa Branca em sua postura.
Nesta ocasião, a resolução sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio teve além dos 188 votos a favor, a isolada oposição dos Estados Unidos, Israel e Palau, e as abstenções da Micronésia e das Ilhas Marshall.
Vários países e organismos regionais e multilaterais expressaram perante a Assembleia Geral sua rejeição às sanções estadunidenses, que incluem a perseguição das transações cubanas pelo mundo, proibições ao comércio e à livre navegação, bem como às viagens de cidadãos norte-americanos à ilha caribenha.
Também conta com um forte componente extraterritorial, expressado em multas e ameaças a governos, bancos e empresas que mantêm vínculos com Cuba.
O Movimento de Países Não Alinhados, o Grupo dos 77 mais a China, a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos, a União Africana, a Organização para a Cooperação Islâmica, a Comunidade do Caribe e o Mercado Comum do Sul pediram o fim do bloqueio.
Por sua vez, os representantes da Venezuela, Nicarágua, Bolívia, China e Vietnã, entre outros estados, chamaram Washington a deixar para trás uma política própria da Guerra Fria, que desrespeita as normas e princípios do direito internacional.
EUA insiste em ignorar a vontade universal
Durante a sessão da Assembleia Geral, o representante estadunidense, Ronald Godard, tentou justificar as sanções de seu país, assim como minimizar seu impacto em setores vitais da sociedade cubana.
Godard esgrimiu a suposta pretensão de Havana de utilizar o bloqueio "como um bode expiatório externo para os problemas econômicos da ilha".
Pouco depois do debate na ONU, o porta-voz do Departamento de Estado Mark Toner descartou que a ratificada condenação mundial ao cerco mude a postura da Casa Branca.
Em uma coletiva de imprensa, Mark Toner afirmou que o bloqueio continuará vigente e que a política de seu país busca "criar melhores laços com o povo cubano para além do governo".
Ao exercer seu direito à réplica na Assembleia, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, advertiu que por mais que Washington repita sua postura, esta "não se converterá em verdade".
"O senhor Godard veio repetir de maneira goebbeliana o mesmo conto de todos os anos anteriores nesta Assembleia, é o mesmo para defender a política de Bush e do presidente Obama", apontou.
De acordo com Rodríguez, ninguém no planeta dá por certa a ideia de que aos Estados Unidos interesse a liberdade dos cubanos.
"Se acham que precisamos do bloqueio como pretexto, tirem o pretexto, provem isso", disse em alusão aos comentários de Godard sobre a suposta utilização do cerco para ocultar problemas econômicos internos.
Em sua intervenção, Rodríguez reiterou que o bloqueio é um ato genocida, por seu impacto em crianças, idosos, mulheres e homens da nação caribenha.
Pouco antes -em seu discurso para a votação da ONU-, o diplomata expôs exemplos do dano humano causado pelas sanções norte-americanas, assim como de seu caráter extraterritorial.
Rodríguez mencionou afetações causadas pelo bloqueio no acesso a medicamentos e equipamentos para tratar crianças com câncer e outras doenças crônicas.
"Por seu propósito declarado e seus efeitos diretos, o bloqueio contra Cuba é um ato de genocídio", em conformidade com a Convenção de Genebra para a prevenção e sanção desse delito, sentenciou.
